Olá Lisboa, outra vez

Estas semanas tenho recebido uma imensa quantidade de demonstrações de amor por parte dos meus amigos e conhecidos, desde telefonemas a mails e conversas em cafés, recebi uma imensa quantidade de links, propostas, endereços e projectos pra me candidatar pra que pudesse encontrar emprego. As redes sociais são mesmo um mundo e eu estou eternamente grata a todos pelo carinho
Agora estou à espera que alguém me dê um beliscão dos grandes e me diga para acordar.
Eu queria muito que 2017 começasse a partir tudo, não contava era que fosse logo na primeira semana do ano.

Parece que vou ter que voltar para Lisboa, mudar as tralhas outra vez todas comigo, parece que vou poder dar uso ao teclado e aproveitar com tudo a primeira grande oportunidade que me dão de fazer jornalismo no meu país, mesmo quando eu já tinha quase perdido a esperança que alguém ma desse.
É oficial amigos

Um 2016 confuso

Photo: Diana Tinoco

Isto não é um post como os que costumo fazer, mas sim alguns factos sobre o meu ano de 2016 que para uns serão um aborrecimento sem fim de ler (sorry!) para outros talvez a oportunidade de fazer chegar um bocadinho deste sentir que cá vai dentro.
Um sentir bom.
As minhas partilhas fazem confusão a muita gente, mas eu acho que é quando partilhamos que nos ajudamos verdadeiramente uns aos outros. E eu não tenho nada a esconder.
2016 é um ano sinistro para mim, mas quando acho que não pode atrever-se a mais… eis alguns factos que não poderia deixar de notar:
-Em Janeiro de 2016, Ainda na minha odisseia em Lisboa, fui convidada para fazer parte da equipa principal da tal startup que já estão fartos de ouvir falar, Owlascend, com base em Los Angeles
-Em setembro de 2016, la vou eu para os ditos States a pensar que é para ficar por uns tempos, será desta estabilidade? Será desta?trolololololol, respondeu ela.
-Vamos a uma porção de eventos e pitchings e somos aconselhados a continuar o projecto mas que em troca de financiamento deveríamos fazer alterações de Branding . Ok tudo certo até ai, sempre defendi que era preciso mudar a comunicação do projecto.
– O fundador do projecto numa reunião intensiva de brainstorming lança o nome Umazed, a explicação fez todo sentido a toda a equipa e qualquer pessoa consegue perceber a ideia de nós próprios sermos um labirinto, de estarmos constantemente perdidos naquilo que somos no final das contas e no que queremos, afinal,tirar disto tudo. Juntou-se ainda o contributo, soube mais tarde, da palavra que mais repito em Inglês ser ”amazing”, assim como em português é a palavra ”incrível”, motivo de gozo óbvio, mas que eu juro que tento controlar mas pronto, não deu ainda. Eis que de tanto amazing amazing, amazed, Umazed lá veio à luz.
-No processo empresarial uma das pessoas que conquistámos para a nossa equipa de liderança começou a tratar-me por AI, iniciais do meu nome, mas também da tecnologia da nossa aplicação, chegando o pedido lá de cima que num futuro próximo eu fosse considerando essa forma de me apresentar no projecto como hipótese. Ri-me, mas porque não?
– Voltei de Los Angeles para onde é suposto regressar no final desta maré de burocracias e mundos que não compreendo ainda muito bem e eis que dou por mim a começar de novo, ainda que não seja do zero.
-Resende. Passados tantos anos desde que sai de casa. Não ia dar para muito tempo.
-Alugo uma casa na baixa do Porto como sempre quis, trabalho em dois restaurantes em todos os turnos possíveis até conseguir um horário diurno, enquanto trabalhava para os USA e para uma empresa de transcrição de entrevistas.
-Apaixono-me como já não acontecia há muito muito tempo, a história como todas começa lindamente e chega rapidamente a hora de ter um fim. De alguma forma a nossa geração assume que de um dia para o outro podemos passar de ”O mundo” a um ‘estranho’ como quem pisca os olhos. Mas eu ainda não me habituei muito bem a isso, fica para 2017.
-Estou outra vez sozinha, como há alguns anos aprendi a adorar estar, e dou por mim exausta e sem dinheiro para manter a tão desejada independência dos meus pais que quero assumir de nariz empinado.Dou por mim a dispensar do meu canto só meu, e a dormir numa espécie de despensa, à qual quero muito chamar escritório, para ajudar a ter dinheiro para as despesas, enquanto pessoas lindas e felizes dormem no meu quarto fofo.
-Despeço-me ao final de dois meses de trabalho no restaurante e eis uma nova jornada de currículos e cursos online, enquanto não faço ideia do que ando para aqui a fazer.
-Hoje, depois de seis horas no hospital com uma crise de coluna absurda, que mais cedo ou mais tarde há de ser operada em condições, a dois dias de acabar o ano acabo a última das duas séries que vi nestas últimas semanas: OA e Westworld.
Westworld que se centra na busca incessante de respostas a um “maze”, labirinto, de consciência e humanidade. OA uma série com uma cinematografia linda mas com um argumento um bocado nhe. A miúda assume uma consciência diferente do normal e passa a auto apresentar-se como OA. ( ambas descrições fracas mas evitando spoilers)
– Sendo que ambas as séries tiveram os seus primeiros episódios lançados depois da minha estadia em LA só posso ver tudo isto com um grande sorriso na cara, com as coincidências e piadas desta aleatoriedade que só a nossa existência nos permite desfrutar.
-Tal como nas duas séries, o meu ano foi de uma confusão absurda, lições em forma de peças de puzzle incompleto, revelando-se no fim uma verdadeira oportunidade de auto conhecimento e amor próprio.
Este 2016 foi uma montanha russa.
Nas montanhas russas o subir é descansado, excitante e doloroso, toda gente sente aquele frio na barriga porque ainda não caiu, mas sabe sempre que é uma hipótese quase certa algures. Já o descer é fodido, é cheio de adrenalina, é querer sobreviver e agarrar com a força toda o cinto de segurança. É gritar, rir, chorar por socorro e ninguém nos sentir, porque apesar de ouvirem e perceberem,também estão todos a meio das suas jornadas.
Mas aí vem o momento em que percebemos o verdadeiro prazer escondido de uma montanha russa: O prazer de levantar os braços, cagar na segurança, porque na verdade pouco há a perder, e aproveitar ao máximo a descida, com todas as emoções e ensinamentos que ela nos proporciona.
Servi no restaurante muitos dos meus colegas de faculdade que me orgulhei de ver saírem bem vestidos dos seus empregos para almoçarem no mesmo espaço em que eu trabalhava, servi imensos casais apaixonados a desfrutarem das suas empáticas conversas cheios de alegria e amor, assim como limpei as sanitas onde foram dispensar o almoço acabado de pagar, e nunca na minha cabeça me passou a ideia de os invejar ou de desdenhar do valor dos seus percursos. A essência de sermos humanos é o amor e é isso que nos mantém vivos, não há porque não nos permitirmos amar os que nos rodeiam, mesmo que não os conheçamos.
Normalmente, já devíamos saber, depois de uma grande descida há de aparecer outra subida e, se não aparecer, que se lixe amigos, isto um dia acaba tudo, que acabe de braços no ar e a sensação de consciência tranquila.
Sejam muito felizes, hei de ficar sempre feliz por vocês.
Um corajoso e arejado 2017 a todos ❤️
Amem-se muito, a vocês e entre vocês.

Irmã mais nova que é mais velha

Quando me perguntam se a minha irmã é mais nova, eu respondo que sim acrescentando a informação que apesar disso, é ela a mais velha. Algumas pessoas ficam com um ar estranho e não percebem muito bem como é que uma irmã que nasceu depois da outra pode, afinal, ceder dos seus direitos de inconsciência e leviandade.

Mas a natureza é engraçada e apesar de ela ser o único ser humano feito do mesmo que eu, apesar de termos sido criadas com exatamente a mesma educação, a mesma quantidade de mimos e o mesmo tipo de oportunidades, o resultado são duas personalidades absolutamente diferentes, mas absurdamente complementares.


Eu sou das letras e ela é dos números, eu sou a pé rapado, ela é a multiplicadora de poupanças, ela é o planeamento, a estabilidade a coerência, é prudente, inteligente e sabe defender-se. A ela e a mim. Eu olho para ela e vejo uma segunda mãe com mistura de pai, mas há uma força feminina, um espírito de irmandade, que até hoje só com mulheres fortes e fascinantes fui capaz de sentir. Quando estamos as três, é esse estado pleno, mas sempre. Elas fazem o mesmo tipo de olhar antes de me verem esmurrar contra uma parede, sabem precisamente quando estou a precisar de um telefonema e parece que pressentem todos os meus delírios. O tom de voz não precisa ser elevado porque o peso das palavras sabiamente escolhidas é que vão causar estragos.


É claro que esta minha desvairice e forma de dançar com a vida as preocupa, mas sei que me amam por ser assim também.
A questão aqui é que eu sou apenas uma miúda cheia de sorte, porque se a aleatoriedade não me tivesse feito cair no seio de uma família assim, eu estaria longe de me atrever a ser como sou, para o bem e para o mal.


Isto é só um devaneio mimalho, mas o que eu queria mesmo partilhar com o mundo, é que não sei quantas irmãs mais velhas se dão ao luxo de fazer a mochila e fugir para o colo da irmã mais nova quando lhes partem o coração ou apanham uma valente gripe.
Sei é que eu sou uma delas neste preciso momento, deitada no sofá da casa dela, embrulhada em mantas e cobertores, enquanto ela me faz festinhas e me conta a vida dela. E eu sorrio aqui por dentro, porque gosto de analisar e pensar em tudo ao mesmo tempo e dou por mim a chegar sempre à mesma conclusão:
Se isto não é Natal, então não sei o que é.

Leep

Tenho sempre uma cambada de avisos de pessoas mais racionais que eu: tem cuidado Balolas, não te magoes outra vez.

Os constantes avisos soam sempre a uma música que a minha mãe me cantava quando era criança, sobre uma miúda que andava a brincar no jardim e a quem a mãe avisou que se ia magoar. A miúda acabou de joelhos esfolados e lágrimas nos olhos, claro, porque preferiu brincar.
Eu gosto de levar a vida a brincar, gosto de beijar os rostos que a vida me põe no caminho cheios de amor. Gosto de evitar pensar no amanhã porque o bom é o agora, é agora que a pulsação está a contar.


Ninguém me pediu autorização para me mandar vir ao mundo, quando dei conta já estava cá, com um coração cheio de amor para dar e uma bússola bastante desnorteada. Entro em rota de colisão com pessoas absolutamente inacreditáveis, como é suposto desviar-me? Não é.Nem quero. Nem posso.
O Joe é do outro lado do mundo, colidimos sem contar e agora está na hora de o deixar voar. Somos uma geração de passarinhos, embora doa, sou uma felizarda por ter a oportunidade de amar assim.


Foi inevitável portanto, mais uma vez, ficar-me de joelhos esfolados.

Se por aí não nascessem poetas

 

Los Angeles, 2 de Outubro de 2016

Hoje conheci uma senhora com 60 e tal anos que nunca se apaixonou. É casada, tem filhos, é daquelas pessoas cheias de luz, que só de olhar já nos abraçam.
Quando era adolescente, os pais arranjaram-lhe o casamento, nunca ninguém quis saber a sua opinião, como é de esperar nos casamentos negociados.
Nunca me tinha cruzado com ninguém cuja liberdade emocional lhe tivesse sido tirada, muito menos em miúda. Fiquei paralisada.
É claro que todos temos a noção que existiam e existem, ainda em várias partes do mundo, garotas que são obrigadas a casar com quem não escolheram, mas diferente é termos à nossa frente, de carne a osso, alguém a falar do assunto em primeira mão com um sorriso ingénuo, olhos brilhantes e voz séria.


Enquanto caminhávamos, como me apercebi que estava disposta a falar do assunto, fui fazendo mais perguntas.
Com uma vida atribulada, crescida no médio oriente, numa família pobre, o amor e a paixão não faziam parte dos planos mais urgentes. Eu, crescida no meio de tanto amor e tão embrenhada na minha forma de encarar as paixões ao longo dos anos, nunca tinha parado para pensar no amor como um privilégio.
– Então mas nunca se apaixonou, nem por fora do casamento?
– Não, dediquei todo o meu amor aos meus filhos, esse é o amor mais puro que se pode sentir por alguém.
-Não consigo mesmo imaginar a minha vida sem me apaixonar. Por muita dor que venha a seguir, é um sensação alucinante. Como uma droga.
-Eu sei, eu sei!!! É tão mágico.
-Mas deixe-me perguntar-lhe: se nunca se apaixonou, como é que sabe?
-Pelos livros, ora. Eu já vivi os maiores dos amores, os meus preferidos são os do Tolstoi.

Congelei.
Ela continuou

-Os livros trouxeram-me as paixões mais fortes e arrebatadoras. Vivi-as a todas como se fossem minhas. Eram minhas, enquanto as lia. São todas minhas. E tenho-as na minha memória como minhas. Sofri amargamente com os finais de algumas personagens.
-Não sei o que dizer, não imagina a importância que os livros têm na minha vida, estou sem reacção.
– E a poesia? Querida, a poesia já me levou muito longe.
– A poesia vem do céu, não acha?
-Querida Balolas, a vida é dor, luta, sobrevivência. O que é o amor? É cuidar, respeitar, é entregar e dar sem limites. Eu fico feliz por saber que tantas pessoas sabem o que é o amor, mas será que sabem? Eu sei amar os meus filhos, mas o amor romântico não foi para mim. Não estava escrito ser. Mas houve quem escrevesse o amor para mim. Amei e amo muito nos livros, oh dear! Os livros!

Embora me seja super difícil chorar, foi impossível não ficar com os olhos banhados em sal, enquanto me sentia completamente desarmada por aquelas palavras. Ao ver-me assim, fez-me uma festinha no rosto e fez xeque-mate.

-Balolas querida se este mundo é doente assim, não vamos querer imaginar o que seria de nós se volta e meia por aí não nascessem poetas.

Isto já ninguém me tira

Uma das coisas que mais me custou a habituar, a mim e ao meu lado mais pacifista e diplomático, ao longo dos anos, foi ao facto de que realmente é impossível agradar a toda gente.

Há uma beleza intrínseca à incompreensão, talvez por isso eu tenha sempre achado um especial encanto a pessoas com feitios mais complicados, aos ditos estranhos, ao fora da norma.

As minhas publicações na internet sempre meteram confusão a muita gente.

“- Expões-te muito”, sempre me disseram. Como o meu sonho sempre foi o de escrever, seja a minha escrita o mais banal possível ou não, eu sempre soube, sem nunca me enganar, distinguir o que podia ou não ser público. As redes sociais fazem parte do meu trabalho, da minha forma de estar e é a minha forma de chegar às pessoas, de contar histórias, de partilhar conteúdo. Uma vez um amigo meu disse que se calhar o meu problema era que eu assustava os homens, por ter sempre algo a dizer sobre tudo. Ora bem, eu na altura ri-me alto, mas depois fiquei a pensar no assunto. Eu não tenho propriamente um historial de finais felizes, pelo contrário, mas por muito apaixonada que eu algum dia possa vir a estar, deixar de escrever, falar ou opinar sobre o que for, com medo de assustar, intimidar ou afastar a pessoa por quem estou interessada, não está de todo em cima da mesa. Respeito perfeitamente quem possa não gostar de estar com alguém que se partilhe tanto, mas também não é isso que me preocupa.
Isto, claro está, para explicar, que há para mim uma beleza extraordinária no conhecimento, sou viciada em informação desde que me conheço, vendo-me por isso automaticamente empenhada em partilhar com o conhecido e o desconhecido, tudo aquilo que possa transmitir alguma emoção ou (pelo menos tentativa de) intelecto.
Eu cresci a amar o prazer da leitura, sonhando um dia poder chegar às pessoas como aquelas almas chegaram a mim, ainda que esteja longe de me querer equiparar aos mestres das letras que me ajudaram a crescer. E é por isso que tenho tanto gozo e prazer em vos contar as minhas voltas, os meus desaires, os meus trambolhões, a minha normalidade, a minha forma de ver este mundo onde vim parar sem pedir a ninguém.
Foi precisamente esta minha presença no mundo digital, o facto de eu partilhar em tantas plataformas a minha visão do mundo, o meu trabalho, os meus textos, que fez com que o Donavon, agora meu colega e “cofounder”, me conhecesse e mais tarde me convidasse para este projecto.
É fácil culparmos a sorte pelas nossas venturas e o azar pelas desventuras, o difícil é aceitarmos que há um preço a pagar em tudo na vida, um risco a ser tomado nas decisões que tomamos.
Na minha profissão e naquilo que eu mais amo fazer, o silêncio e o anonimato não me levarão a lado nenhum e eu não tenho vergonha de dizer que quero voar, nem que isso signifique esmurrar-me toda pelo caminho, nas imensas tentativas de subir os degraus sem nunca ir contra os meus valores e princípios.
Uma vez uma pessoa não gostou que eu dissesse que preferia lavar casas de banho o resto da vida a aceitar um “favor” de ir trabalhar para um sítio de renome cujos valores são opostos aos que eu defendo. Mas eu preferia, sem qualquer dúvida, e por isso nunca tive qualquer problema em trabalhar em tudo e mais alguma coisa. O meu maior problema, o que realmente me assusta, é estar parada.
A Owlascend (agora Umazed), a Califórnia, Los Angeles, isto tudo poderá até correr mal, pode até vir a acabar cedo, o que de todo não me parece, mas ei, e daí? Pelo menos isto, o agora, esta perna cruzada num baloiço de um terraço no meio de Los Angeles, este exato momento, depois de um dia numa convenção com centenas de outras empresas, depois de conhecer tanta gente cheia de ideias, este ar quente e esta paz de espírito no fim deste dia com a sensação de missão cumprida,
Isto, isto já ninguém me tira. E acreditem é-me tudo muito mais bonito, mais meu, mais intenso, quando sei que o posso partilhar convosco.

Los Feliz (english)

 

22nd September 2016

Where should I start?

First of all, I’m writing eight hours later than I expected. I feel like I’m late in responding to all your messages, and the good morning phone calls of my parents are a little uncoordinated because of the time zone change.

It is 28 degrees Celsius outside, and around eighty percent of humidity, so that it makes sense that everyone goes around with such few clothes on. On the roads, you only see big cars, smoked glasses, and some limos here and there.

After leaving home, within five minutes, I saw an actor crossing the street. I don’t remember his name, but he is in a really funny TV series, he wears glasses, and he has some real tall. It seems that it is a normal thing to see famous people around here, because the house where I am staying at is really close to Hollywood.

People here are super nice and welcoming, and there is a fashion atmosphere mixed with a super relaxed style everywhere.

The traffic here doesn’t scare me at all, the avenues are super wide, the cars drivers know how to behave, and remembering that I’ve already lived in Rome in the recent past, and in comparison to there, the roads in Los Angles are a lot nicer.

There are palm trees everywhere, and the city is surrounded by mountains. There is green grass and trees everywhere, it’s full of beautiful and incredible houses (at least in this area,) and makes me forget the fact that I’m in the middle of a giant city.

Today, we went out to scout for places to shoot some up-coming videos for Owlascend, just some simple videos in order to help the users in understanding the concept of our platform, and I ended up visiting Griffith Park, and so I visited the Griffith Observatory too, and besides it being free, it has a landscape that seems out of this world.

I went to a show there, which was a really beautiful about Space and Viking mythology.

It is super easy to be a vegetarian here because the food in the places I already went to was absolutely awesome, and yes, I’ve already seen some Mac Donald’s restaurants!

This all looks like a dream to me, and there is no doubt about the cultural shock I’m experiencing, even if, at the same time, the USA is so familiar to us, thanks, of course, to the movie industry.

I feel like all my life could be an extraordinary movie, but we all have this feeling sometimes, right?

It seems that they don’t typically have dinner here as we do in Europe, but since I have a Portuguese stomach, let’s get some food now!

The neighborhood’s name where I’m hosted is Los Feliz, believing in coincidences or not, I think it makes total sense