“Sexta-feira 13” e uma entrevista a Nuno Lopes

Foi numa “sexta-feira 13” que fiz a minha primeira Grande Entrevista. Estávamos no último ano da faculdade de Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria e Multimédia, em 2013, e o professor Hélder Bastos achava mesmo que o meu grupo não se ia safar com o jornal final que tínhamos de apresentar em formato impresso e digital. A verdade é que nunca lhe demos muitos motivos para depositar grandes esperanças em nós. Éramos um grupo de seis pessoas ocupadas em curar algumas ressacas das festas do dia anterior, em conversar as aulas práticas inteiras sobre o sexo dos anjos e a nossa mente ia um bocado além fronteiras da Praça Coronel Pacheco, no Porto.

Apesar de percebermos que não esperava muito de nós, prometemos-lhe que iria ser surpreendido. Claro que o professor não sabia que estava perante um grupo de sonhadores mas, sobretudo, de gente trabalhadora. O nosso ar descontraído irritaria qualquer professor, sei-o agora que também eu dou aulas e sei o que é a frustração de não se esforçarem por nos agradar.
Mas o segredo estava mesmo aí, aquele grupo de aprendizes da vida e do jornalismo, não se queriam esforçar por agradar um professor, mas sim aquilo que queríamos honrar enquanto miúdos que querem contar histórias.

Andávamos em conversações para entrevistar o então candidato à Câmara do Porto, Rui Moreira, mas era já demasiado tarde e nenhuma data encaixava no nosso calendário.
Como toda a minha vida é uma enorme encruzilhada de ligações humanas, viagens e caminhos cruzados, lembrei-me que esta seria uma excelente oportunidade para entrevistar um dos meus maiores ídolos do teatro e cinema em Portugal. O Nuno Lopes era amigo de um grande amigo meu e foi com muito jeitinho e carinho que o João me conseguiu a “tal entrevista” que o Nuno já há algum tempo recusava fazer para outros órgãos de comunicação social.
Mas nós éramos miúdos da faculdade, o João espalhou um pouco da sua magia de quem é génio das conexões e de produzir momentos fantásticos e ali estava eu, a Diana e a Sofia em Lisboa, com poucas horas de sono e algumas horas de viagem, para entrevistar o Nuno Lopes.

Hoje, de regresso às orgines da Invicta apenas por um fim-de-semana, depois de ter experenciado mais uma energética “sexta-feira 13” nesta atmosfera desta cidade que me enche a alma, convosco partilho o resultado do que foi, para mim, um dos momentos mais bonitos da minha caminhada no jornalismo.

 

Dezembro 2013, Entrevista de Balolas Carvalho, Vídeo Diana Tinoco

 

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Balolas Carvalho

Tenho uma imensa sorte em me cruzar com pessoas extraordinárias em momentos extraordinários e só quero poder partilhar essa sorte com o mundo.

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